sexta-feira, 25 de março de 2011


“Ficar bem nem sempre deixa outras opções. É estranho quando as coisas simplesmente têm de terminar. É o estágio onde todos os sentimentos já evoluíram para um nada. É o nada que você optou para parar de sentir dor. No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se… Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso.”
- Caio Fernando Abreu.

sexta-feira, 18 de março de 2011




Não abro mão. Apenas reconheço a frequência dos meus olhos cansados e escolho novos mares. Algumas tentativas não foram feitas para caber dentro da gente. É muita ligeireza pra pouco tempo, muita correnteza pra pouco riso. Tento flutuar no raso do acaso, mas logo mergulho no mais fundo das possibilidades e sinto: para algumas ondas, o mar nunca estará pronto.

Por isso recolho as forças e encaro outras vontades. Há de vir um tempo melhor.