sábado, 13 de fevereiro de 2010

Na Margem do Rio Piedra eu Sentei e Chorei,,,

Eu me lembro do meu instante mágico, daquele momento em que um sim ou um não pode mudar toda a nossa existência. Parece ter acontecido há tanto tempo, e no entanto faz apenas uma semana que reencontrei meu amado e o perdi.
Nas margens do rio Piedra escrevi esta história.
As mãos ficavam geladas, as pernas entorpecidas pela posição, e eu precisava parar a todo instante.
Procure viver. Lembrar é para os mais velhos dizia ele.
Talvez o amor nos faça envelhecer antes da hora, e nos torne jovens quando a juventude passa. Mas como não recordar aqueles momentos? Por isso escrevia, para transformar a tristeza em saudade, a solidão em lembranças. Para que, quando acabasse de contar a mim mesma esta história, eu a pudesse jogar no Piedra assim me dissera a mulher que me acolheu. Então lembrando as palavras de uma santa as águas poderiam apagar o que o fogo escreveu.

Todas as histórias de amor são iguais...

Paulo Coelho

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