[...] Acostumou-se com o escuro.
Anda descalça pela casa pra não fazer barulho.
O chão gelado lhe dá prazer.
Escuta o coração quando deita na cama, gosta de dormir com os cabelos molhados.
Um dia quis encontrar respostas, hoje não tem mais nenhuma pergunta.
Cadeira vazia, TV desligada, quando canta parece tempo nublado, vaso quebrado, flor murchando.
Vestido sem cor, comida sem sabor, sal do mar, sol da manhã.
Teve dias que gritou até a rouquidão chegar.
Hoje, não tem mais nada pra falar.
Se pudesse voaria pra longe, se pudesse mudaria o mundo, ah se soubesse!
Se soubesse quando era a hora, não perderia tanta coisa...
Aausência e a falta infinita que talvez não causei... devagarinho vou arrumando tudo outra vez...
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