sexta-feira, 25 de junho de 2010

Porque era ele... Porque era eu...

“Se me obrigassem a dizer porque o amava, sinto que a minha única resposta seria:
Porque era ele, Porque era eu.”
Michel de Montaigne


Minha mãe sempre diz:
Não há dor que dure pra sempre!
Tudo é vário.
Temporário.
Efêmero.
Nunca somos, sempre estamos!
E apesar de saber de tudo isso.
Porque algumas dores duram tanto?
Porque alguns sentimentos (diga-se de passagem os mais ridículos) demoram tanto a passar?Porque olhar pra ele reaviva esperanças pedidas e suscitas lágrimas quentes até então contidas?Porque o cérebro ainda não inculcou no coração que esquecer faz bem a saúde?
Porque tudo não pode ser como um bonito filme francês?

Chico Buarque

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